Na década de 1960, os sistemas de informação passaram a ser utilizados pelas grandes companhias para automatização de tarefas manuais, diminuindo consideravelmente o trabalho repetitivo e gerando consideráveis ganhos de produtividade. Inicialmente, estes softwares se restringiam a controles de faturamento, estoque, folha de pagamento, finanças e contabilidade, e seu processamento ocorria de forma centralizada, em computadores de grande porte, conhecidos como mainframes. O surgimento da arquitetura Cliente/Servidor, no início dos anos 90, permitiu a descentralização do processamento e redução de custos em aquisição de hardware (GONÇALVES, 2003).
Aos poucos, porém, as empresas foram se sensibilizando para a importância da informação na gestão de negócios. Contagiadas pela “informática”, que passa a substituir o tradicional “processamento de dados”, as empresas superam resistências e incorporam essa nova ferramenta empresarial. Com a “informática”, as empresas integraram os seus sistemas, mesmo com algumas redundâncias (REZENDE, 2002).
A tecnologia Cliente/Servidor permitiu que informações fossem extraídas diretamente de um banco de dados, combinadas e analisadas com outros relatórios gerados em planilhas eletrônicas. Com estas novas facilidades, os usuários deixavam de ficar limitados aos relatórios “estáticos” fornecidos pelos sistemas centralizados (GONÇALVES, 2003), e o computador se torna importante na organização, deixando de ser uma atividade secundária para agregar mais eficiência ao negócio.
Se por um lado a descentralização do processamento de dados trouxe vários benefícios às organizações, por outro contribuiu para o surgimento de problemas relacionados a controle, capacidade e integração de dados. Os gestores de negócio desperdiçavam seu tempo analisando dados que muitas vezes se mostravam inconsistentes diante da proliferação de planilhas. Além disso, o número de acessos e consultas transacionais impactavam diretamente na performance dos servidores.
Estes problemas seriam resolvidos com implantação das novas tecnologias de armazenamento de dados via Datawarehouse (DW) e ERP. Com a integração dos dados corporativos, vieram os conceitos de inteligência do negócio, que consistiam na análise da informação bruta e operacional e sua transformação em informação estratégica.
1.1 – Sistemas de Informação
Antes de se conceituar Sistemas de Informação, é preciso compreender o conceito de DADOS e INFORMAÇÃO sob a ótica de TI.
Os DADOS constituem os fatos puros ou descrições simbólicas de elementos, eventos, atividades ou transações. Os dados servem de base para o tratamento sobre os quais o computador efetua as operações, mas não estão organizados, portanto, não transmitem qualquer significado.
A INFORMAÇÃO é a organização de um conjunto de dados de forma significativa. Dados tornam-se informação quando são organizados de uma maneira lógica. Para se tornarem informação, é necessário agregar um PROCESSAMENTO, ou seja, um conjunto de tarefas executadas em seqüência lógica, com o objetivo de atingir um resultado definido. A transformação de dados em informação é tarefa principal dos Sistemas de Informação (SI).

Na definição de Laudon e Laudon, um Sistema de Informação é o conjunto de elementos ou componentes inter-relacionados que coleta, armazena, processa e distribui dados e informações com a finalidade de facilitar o planejamento, o controle, a coordenação, a análise e o processo decisório em empresas e outras organizações.
1.1 – Camadas de Informação
Os SI podem ser classificados de acordo com o nível hierárquico a que os sistemas dão suporte: operacional, gerencial ou estratégico. A figura abaixo ilustra os níveis de camada da informação dentro de um ambiente empresarial:

No Nível Operacional, encontram-se os Sistemas de Processamento Transacional (SPT). Os SPT são sistemas altamente estruturados, ligados diretamente às transações elementares e atividades de rotina de uma empresa, tais como: emissão de pedidos, emissão de notas fiscais, controles contábeis, controles de estoques. Estes sistemas permitem aos gerentes operacionais o monitoramento e controle das atividades do negócio.
No Nível de Conhecimento, encontram-se os Sistemas de Informação Gerencial (SIG). Os SIG fornecem resumos das transações operacionais realizados nos SPT, permitindo comparações históricas e indicadores de desempenhos. Geralmente eles são dependentes de sistemas de processamento de transações subjacentes para os seus dados, são pouco flexíveis e têm pequena capacidade analítica.